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Uso de escadas e Andaimes. Pintor letrista é meio doido mesmo!

(Foto1) Trabalhar usando escadas sempre foi complicado, existem situações em que não da para escapar, sem ter que usa-las. Nesta foto por exemplo, já cai de uma escada toda feita de ferro que tinha a opção de abrir e esticar, para alcançar os lugares mais altos.
  A escada dobrou comigo, como se fosse nesta foto ao lado, ela dobrou em direção a parede, derrubando não só o pintor, mas também todo o material que o mesmo segurava.
Foto: Jota comunicação visual.
(Foto 2) Andaimes, eles oferecem um conforto maior do que as escadas
É importante observar os cuidados necessário para um trabalho mais seguro, como por exemplo amarrar o andaime depois de montado.
Como mostra a foto pelo menos neste ângulo, outro detalhe que oferece perigo até mesmo de vida são os fios elétricos que podem causar acidentes, em alguns casos é importante chamar a empresa de energia para isolar estes fios elétricos. Foto: Fort Criações.
(Foto 3) Duvido que alguém nunca passou por esta situação, escada em cima de um telhado de amianto.
É uma situação que nos causa um frio ma espinha só de imaginar estas telhas quebrando.
Tira todo conforto de se trabalhar nesta situação, pois ficamos muito preocupado com a possibilidade de um acidente. Este tipo de telha normalmente fica ressecado com o tempo tornando se ainda mais frágil.
Foto: Jota Comunicação Visual.
(Foto 4) Mais uma situação complicada, trabalhar em escadas pendurada por ganchos e com um suporte logo abaixo para mante-la afastada da parede, sempre tomamos aquele "sustinho" que da a impressão que iremos cair para trás, e se não tomarmos cuidado acabamos por cair mesmo. Existem no mercado cintos para para nos dar mais segurança, assim poderemos trabalhar mais tranquilo. Foto: Jota Comunicação Visual.
Foto 5) Já pratique esta loucura ai.
Hoje tem que pagar muito para realizar este tipo de trabalho.
Monta-se duas torres de andaime e unimos as duas torres por uma escada normalmente escada de madeira por ser mais forte, e a "calçamos" com tábuas.
Ficando assim com uma boa condição de trabalho. Entretando a segurança...
Neste caso o cinto de segurança é fundamental, pois o profissional fica totalmente solto naquela bancada montada pela escada sobre as torres de andaime.
Foto: Forte Criações.





Empresários & Profissionais.

Nossa área profissional todos sabem é comunicação visual, aliás este nome que nos é dado é novo, diria novíssimo.
Hoje temos uma grande maioria de pessoas que estão iniciando nesta área, muitos nunca pegaram em um pincel e sequer sabem pintar uma letra "i", estão em plena era digital, compram máquinas e abocanham GRANDE parte do mercado, deixando um considerável prejuízo para os profissionais da área.
Entretanto eles os empresários tem mostrado um lado praticamente inexplorado pelos chamados profissionais.
Como as vezes o mercado ando saturado sem lugares para se fixar placa no centro tenho notado que eles tem expandido a área usando de astúcia e inteligencia. Estou colocando aqui para que todos de outras cidades e regiões possam também ter novos horizonte.
Estes empresários estão saindo em busca de espaços e negociando estas áreas para posterior fixação de placas e out-doors, a negociação vai de free até o valor que for negociado, porque free? Muitos proprietários de imóveis/terrenos não se incomodam em ceder o espaço.
Tendo conseguido o espaço eles fixam placas normalmente grandes e adesivam elas com o seguinte texto: "Anuncie aqui" e o número do telefone.
Acreditem, tem funcionado bem aqui em minha região (cidade com cerca de 125.000 habitantes).
Esta é uma dica que com um pouco de disposição e uma boa lábia pode dar certo, então vamos lá? Mãos a obra, se você estiver precisando disto é claro.

Extrazinho...

Fui convidado a ir trabalhar na maior empresa de publicidade da minha cidade, iria substituir um outro funcionário que tinha saído para abrir a sua própria empresa.
Achei uma surpresa, e fiquei muito empolgado, afinal era a maior empresa da área interessado em mim, um quase aprendiz, com menos de três anos de profissão, além disto iria trabalhar com um grande profissional, o melhor da região.
Iria poder ver ele trabalhando ao meu lado, já que seria o segundo pintor da firma, com certeza sairíamos juntos a trabalho, imagine como poderia desenvolver o pouco que tinha aprendido naquela humilde oficina que antes trabalhava?
No dia combinado fui até a oficina para acertar os detalhes de minha contratação, assim que cheguei pude ver a equipe que la trabalhava eram uns oito mais ou menos, qual não foi a minha surpresa que o profissional que eu admirava veio conversar comigo, dizendo que estava surpreso com o meu desenvolvimento, que eu tinha aprendido rápido etc, encheu minha bola não é? Enfim o patrão me chamou, la chegamos logo me perguntou quanto ganhava no antigo emprego, falei (aumentanto o valor), acertamos um meio termo e combinamos iniciar de imediato o trabalho (dia seguinte).
Quando estávamos quase encerrando o bate-papo ele me advertiu que não aceitava que se fizesse "biscates" ou seja não poderíamos de forma nenhuma fazer aquele famoso extrazinho, nem que fosse nossa folga ou mesmo feriado.
Depois de estar trabalhando la eu entendi a preocupação dele, eram inúmeros os pedidos de serviço "por fora", um cliente que aceitei fazer, trabalhei com ele durante dezoito anos.
Você? acha o que? é certo ou errado fazer um extrazinho?

Novos Tempos.

O negócio agora é papel, cadê os letreiros? Neste espaço ai tem sete out-door, no passado eu fiz nesta parte de baixo inúmeros letreiros, hoje encheram de painéis, sabe porque? Simples economia e lucro do patrão, não podemos incrimina-lo afinal, hoje em dia quem não acompanhar a evolução morre profissionalmente, o que acontece com a chegada das máquinas? Acontece o seguinte: Não haverá necessariamente desemprego, apesar de que quem não se adaptar acabará perdendo o seu, porém os funcionários da área terão sim que aceitar uma redução de seus ganhos, a não ser que se aprimorem na profissão, busquem qualificação.
Há caso aqui de uma reformulação de todo o quadro dos funcionários, o proprietário foi buscar funcionários em um outro estado, demitindo e negociando com os antigos funcionarios que por sua vez viraram concorrentes fortes dele, rs, o único que não perdeu o emprego foi o "cara do pc".
Ps: A minha cidade não é suja como esta na foto tirada no sábado dia 04/12/10 às 13h40, houve uma feira neste local e o pessoal estava limpando.

O aprendiz.

Para se ter uma boa profissão é necessário estudar muito, é verdade que em algumas profissões nem tanto.
Existem profissões que requer muito mais dom, do que estudo, sabemos que existem inúmeros profissionais auto didáticos em cargos mais por capacidade própria do que mesmo por estudos, hoje em dia existe a tal de capacitação profissional, ou seja precisamos nos atualizar constantemente.
As máquinas estão invadindo o mercado, se não se capacitar vai ficar para trás nem tenha dúvida quanto a isto, pintor letrista que não se atualizar só vai ter mesmo é história para contar.
Mas voltando ao assunto do "dom", isto é algo que estudo nenhum oferece (graças a Deus), já tive alguns aprendizes e até hoje nenhum se firmou como profissional, na realidade eles não tinham o conhecido dom, vontade só não resolve, pelo menos para ser um profissional que vai usar lápis, borrachas e réguas.
Hoje esta surgindo no mercado o pessoal da impressão digital, se manda-los se pendurar em uma parede eu acho pouco provável que eles aceitarão.

Mordomia.

Sempre tive mordomias na minha profissão, pintor letrista era valorizado aqui na minha região, era difícil conseguir um bom profissional, eu era o primeiro a pedir aumento de salário, logo depois que conseguia o reajuste o restante dos funcionários ia em seguida pedir o reajuste deles.
As três da tarde era a hora do café, a empresa nunca fornecia o lanche, então saiamos para um bar próximo, e as vezes nem tão próximo, nem sempre retornava (quando a quantidade de serviço permitia).
Colocar placa no trecho? Nem pensar! Era raríssimo ir, quando ia não podia cavar pois isso iria produzir calos em minhas mãos e elas iriam inchar dificultando na hora de riscar os letreiros, ia sempre para fazer força, ajudar na hora de levantar madeiras e as placas, era péssimo com o martelo.
Fiquei conhecido como o melhor "recolhedor de material" antes de terminar a colocação todo o material já estava guardado.
Com o avanço da tecnologia adivinha quem foi o primeiro a ser demitido?

Pincéis.

Em 1983, chegou em nossa oficina (era assim chamado nosso local de trabalho), uma pessoa que na época devia ter uns vinte e cinco anos, vindo de Belo Horizonte/MG.
Não me recordo de seu nome, dizia ser pintor letrista e pedia uma oportunidade de mostrar seu trabalho em nossa cidade, meu patrão e professor logo se empolgou com o rapaz, e deu lhe a oportunidade que o mesmo pedia.
Aparecia muito este tipo de pessoa em nossa cidade, aqueles profissionais andarilhos, passam de cidade em cidade, não se fixam em lugar nenhum.
Enfim foi-lhe dado a oportunidade de trabalhar em uma placa e ele demonstrou ser de fato um excelente profissional, riscava letras muito bem (era melhor que o patrão) rsrs.
Lembro que me preocupei e cheguei a comentar com ele o perigo que eu estava correndo se ele permanecesse por mais tempo em nossa cidade, pois poderia perder o meu emprego, nisto ele logo me tranquilizou dizendo que estava só de passagem, (ufa!).
Mas o que realmente me intrigou foi o profissionalismo dele, em todas as áreas da profissão, inclusive na limpeza do material que ele havia recém utilizado, me intrigou na hora em que ele limpava seus pincéis (tinha os dele próprios), depois de haver lavados os mesmos e bem lavados ele pegava graxa e aplicava nos pincéis, espremia o excesso e deixava eles bem abertos, na forma de um leque.
Garoto que era (dezesseis anos), logo perguntei porque fazia aquilo com os pincéis, e ele falou que era para proteger os pinceis e deixava na forma de leque para quando fosse reutiliza-los eles abririam mais facilmente e a largura das letras sairiam com mais facilidade.
Porém o tal rapaz tinha um defeito que reparamos logo-logo...e um defeito muito chato, era um fanfarrão danado, se achava o melhor de todos e ai ninguém merece não é?

Tecnologia

 Antigamente não se podia ver um pobre coitado urinando atrás de uma moita que o mesmo já era taxado de tarado.
 Bem hoje, quem quiser urinar tem que tomar um cuidado muito maior ainda, pois sabemos que existem crimes em crescimento assustador , como estupros e pedofilia.
 Que tudo esta mudando nós sabemos, e não poderia ser diferente nesta profissão de letrista, as máquinas chegaram com força, reduzindo em muito aquela antiga mão de obra que todos paravam para ver e mesmo admirar. Quantas vezes eu tinha que me concentrar ainda mais para não errar, quando se aproximavam de mim e iniciavam a conversa.
 Os ploter chegaram e tomaram um bom espaço de quem não se atualizou, fazendo com que os funcionários fossem demitidos para dar lugar a outros de salário menor, o problema é que estes supostos demitidos terminam por também abrir empresas, inchando ainda mais o mercado.
Solução? tem sim, ou você compra a máquina e entra na briga ou muda para uma cidade menor, vantagem? Sim, desde que analise primeiro a concorrência local, se tem máquinas ou não, aproveite para comprar logo as suas e assim tomar conta do mercado.
Falo isto porque estou nesta situação, já até escolhi a cidade, e estou de malas prontas para a mudança.